Jairo Lopes chegou ao Fórum de Buenópolis apouco antes das 9h (Foto: Ana Cláudia Mendes/Inter TV)

Jairo Lopes, de 44 anos, está sendo julgado por estupro de vulnerável, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver; crime foi em 2016.

O acusado de estuprar e matar uma menina de 10 anos em Buenópolis (MG) está sendo julgado nesta quinta-feira (19). O crime foi em junho de 2016 e segundo a polícia, Jairo Lopes, de 44 anos, interceptou Rayane Aparecida Cândida, quando ela seguia para um ponto de ônibus na zona rural onde pegaria uma van escolar; o corpo dela foi encontrado em uma mata com marcas de violência. A sessão de júri popular, formada por sete jurados, começou por volta das 9h45 no fórum de Buenópolis.
Jairo está preso em Ribeirão das Neves desde a época do crime e chegou ao fórum por volta das 9h acompanhado por agentes penitenciários. Segundo a Justiça, ele está sendo julgado por estupro de vulnerável, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Se condenado, a soma das penas pode ultrapassar aos 30 anos.

Julgamento começou por volta das 9h45 (Foto: Ana Cláudia Mendes/ Inter TV)

Os pais, avós e tios de Rayane acompanham o julgamento desde o início da manhã. Por telefone, a tia Evany Margarete Viveiros disse ao G1 que espera que o acusado confesse o crime. “Espero de todo o meu coração que ele se arrependa e conte a verdade. Hoje no depoimento, Jairo negou e disse que não se lembra de nada. A Justiça maior é a de Deus”, desabafa.
Entenda o caso
Jairo Lopes foi identificado pela polícia como autor do estupro e assassinato de Rayane, quando as botas dele foram encontradas sujas pelo sangue da menina, dias posteriores ao crime. Ele conseguiu se esconder nas matas próximas à comunidade rural em que morava por quase uma semana. O corpo da menina só foi encontrado após a prisão, quando o acusado indicou aos militares onde havia escondido. Ela tinha marcas de violência e o corpo estava sem o coração.

Rayane Aparecida Cândida foi morta em 2016 (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Usando o nome de “Adauto”, Jairo Lopes morou na zona rural de Buenópolis por dois anos. A fazenda do pai da vítima fica na mesma região onde o acusado morava.
O caso gerou comoção e um grupo de pessoas tentou agredir o acusado quando ele foi levado para a delegacia de Curvelo. Jairo chegou de helicóptero e foi mantido dentro da aeronave até que a polícia conseguiu controlar o tumulto na Praça Central.

*Grandeminas