O vereador de Formoso-MG, Celso Neres de Freitas (PROS), foi preso pela Polícia Civil na manhã de terça-feira (13) por estupro de vulnerável, uma adolescente de 13 anos. Celso foi conduzido para o Presídio de Buritis.

O Ministério Público de Minas Gerais através do promotor da Comarca de Buritis, Dr. Diego Espíndola, instaurou um inquérito para apurar o crime, que vinha sendo praticado desde fevereiro de 2016.

O caso começou a ser investigado após uma denúncia do Conselho Tutelar. De acordo com a denúncia, o vereador e a adolescente tiveram um relacionamento amoroso, mas ela e a mãe começaram a ser ameaçadas de morte quando o romance foi encerrado.

“Tudo indica que a mãe sabia da relação entre o Celso e a adolescente. Quando decidiram terminar tudo, o vereador as encaminhou até a cidade de Formosa, onde reside uma irmã da vítima, e chegou a dizer que ‘se abrissem o bico iria morrer todos juntos abraçados’. Isso motivou o pedido de prisão preventiva”, explica o delegado Marcos Brandão.

Durante investigação, segundo o delegado, a vítima sempre comparecia com a presença de advogados. “Isso despertou nossa atenção, pois é uma família carente e não é comum vítima comparecer em oitiva com advogados. Então, conseguimos uma medida cautelar para que elas fossem ouvidas sem a presença do advogado e foi aí que narraram toda a história, inclusive que as despesas dos advogados eram pagas pelo Celso”.

O vereador foi indiciado por “coação no curso do processo”, nos termos da lei 8072/90 e seus advogados Carlos Fernando dos Santos e Marcelo dos Santos Chagas indiciados por “patrocínio infiel”.

Segundo a Polícia Civil, ficou demonstrado que os advogados atuaram junto a vítima em conduta que afronta o Código de Ética da OAB e que a ação praticada pelos advogados é crime de patrocínio infiel, uma vez que “ficou comprovada a atuação dos dois com a vítima e a mãe dela com a intenção de inocentar o vereador”.

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