Mapa revela estudos sobre a disponibilidade de águas subterrâneas no semiárido de Minas — Foto: Reprodução/Projeto Águas do Norte de Minas (PANM)

*POR Sarah Thomé, G1 Grande Minas
‘Projeto Águas do Norte de Minas’ concentrou ações nas bacias do Rio São Francisco e Jequitinhonha; estudo, que durou 10 anos, aponta potencial de água equivalente a 20% do reservatório de Três Marias.

Uma pesquisa que durou 10 anos, e percorreu as regiões Norte, Nordeste e Noroeste de Minas, identificou um grande potencial de água subterrânea na região semiárida do estado. Divulgados na última semana, os resultados do “Projeto Águas do Norte de Minas (PANM)” mostram que a água subterrânea nos solos das regiões pesquisadas equivale a 20% do volume do reservatório da Hidrelétrica de Três Marias, um dos maiores do país, com capacidade de armazenar 21 bilhões de metros cúbicos de água.
Com esta descoberta, segundo os pesquisadores, será possível investir o recurso hídrico no funcionamento de irrigações, indústrias e também no abastecimento.
Cerca de 88% do estudo se concentrou nas áreas banhadas pelo Rio São Francisco e Jequitinhonha, e o restante em 14 bacias pelo estado. Os principais centros econômicos da pesquisa se encontram em Montes Claros, Diamantina, Paracatu, Teófilo Otoni e Araçuaí, cidades com maior produto interno bruto (PIB) estadual.
Monitoramento
Com os dados colhidos, o projeto referendou o volume de 14 mil litros de água subterrânea por dia para uso. Para o monitoramento, foi implementada uma Rede Integrada de Monitoramento Hídrico na região, com 97 estações do tipo fluviométricas, pluviométricas, climatológicas e pontos de medição de vazão, para a obtenção dos dados científicos climáticos, hidrológicos e hidrogeológicos. As projeções serão em curto, médio e longo prazo, calculando a forma de interação das águas e o meio ambiente. Foram também perfurados 38 poços artesianos.
O projeto se deu através do pedido do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH), em 2009. Cerca de 40 técnicos participaram do estudo, que foi realizado pelo Serviço Geólogico do Brasil (CPRM), em parceria com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e outras instituições.

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